O texto que vai a continuación é unha reseña da mesa de debate sobre a relación entre o medio rural e o urbano, que se celebrou no marco do Encontro de Ernes, celebrado en xullo do 2014 en Negueira de Muñiz, Lugo. O seu autor é Gabriel Lopes.

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Simbiose rural-urbano: a alinaça necessária.

 

Abordamos esta questom partindo de umha primeira análisse: tanto o espaço urbano como o rural estam vivendo em primeira pessoa processos encaminhados a auto-organizar às pessoas em novos modelos de produçom, consumo, definindo espaços socias alternativos ao sistema e modelos de relaçom humana distintos ao capitalismo que se nos apresenta como sinónimo de democracía, com a clara intençom de desacreditar e isolar qualquer alternativa. O encontro desenvolto en Ernes e umha clara mostra de auto-organizaçom no rural ao marge de instituçons, organizaçons setoriais,... convertendo-se num acto pioneiro enquadrado num movimento completamente novedoso no rural galego. Mas preocessos similares estám a ter lugar no meio urbano.

 

 

Partimos (e assim o recolhemos no mesmo lema das Jornadas) de que o rural precissa gente, mas isto nom supóm que devamos dar as costas à sociedade que coinscentemente tenta trasformar a vida de vilas e cidades por toda Galzia desde distintos coletivos e iniciativas. Da mesma maneira temos que chamar a súa atençom. E onde, como, quando é que temos que topar-nos?

 

O rural como produtor de alimentos.

 

Aqui xorde o primeiro encontro: o rural como espaço de produçom de alimentos sans, nutritivos e de qualidade, como alternativa ao modelo alimentar sistémico ao que se obriga a aceder a maior parte da povoaçom. É necessáio o esforço de ambas partes para organizar-se: mercados, grupos de consumo, comedores sociais… a nossa obriga é fornecer de alimentos, e umha posiçom coerente obriga tambem aos coletivos urbaos a provisonar-se com esses alimentos: precisamente sendo quem de definir esse modelo estariamos pondo os alicercer para a soberanía alimentar do nosso Povo.

 

Mas novamente topamos de fuzinhos com o sistema: distintos trabucos e papeleios em forma de “alta” fiscal ou laboral, registros sanitários, ou a propria ignoráncia de algumha parte d@s consumidores/as, que sistematicamente desprezam os produtos ecológicos e naturais de forma prejuizosa... é por isto que precissariamos: definir canles ou vias de comercializaçom e, ao mesmo tempo, buscar fórmulas de autocertificaçom válidas para tod@s @s que fazemos parte desta iniciativa em rede, iniciativas estas que deveram ser objecto de posterior análise para elaborar propostas concretas. Fai-se fincapé na importáncia de achegar as nossas produçons aos colégios e centros de ensino em geral, malia que a experiéncia de algumhas das presentes tem sido especialmente negativa precisamente por essa ignoráncia e por essas posiçons prejuizossas.

 

Ao mesmo tempo ve-se com interesse a apariçom da chamada “moeda social”, e esta mesa acolhe duas iniciativas já em funcionamento, em Compostela e A Corunha. Eis um importante ponto de econtro entre ambos meios, que vé-se necesário explorar e levar a cabo noutras localidades e comarcas da Galiza, já que nas mesmas confluem moitas das reflexons que estamos a fazer aquí: comércio nom capitalista, agroecologia, benestar, saúde...

 

O rural como prestador de serviços

Hai umha outra maneira de achegar-se ao rural galego mais lá do chamado “turismo rural”: pode haver um rural ativo, atractivo e que busque a interactuaçom dos e das visitantes co meio e as pessoas: mesmamente este encontro pode ser um exemplo ao respeito. Afondar em fórmulas nesta linha pode ser umha outra alternativa e outro modelko de lecer para a gente do mundo urbano.

 

Todas estas propostas (alimentaçom e comercializaçom de alimentos, auto-certificaçom, moeda social, acolhimento de pessoas) deveram ser objecto de umha análise mais polo miudo e da elaboraçom de alternativas para a sua posta en funcionamento: aquí temos as tarefas para o seguinte encontro. Mais também e desde já mesmo temos que buscar a maneira de apresentar estas nosas propostas ao conjunto da sociedade galega nos distintos foros, encontros, centros sociais, etcétera, onde sejamos chamados e onde acreditemos que essa “simbiose” pode ser possível.